LINUX
NEWBIE
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GUIDE
ver. 0.154 2001-09-02 by Stan, Peter and Marrei Klimas
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Copyright (c) <1999,2000,2001> by Peter and Stan Klimas.
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Parte 6: Algumas aplicações
Linux essenciais(proprietárias ou não)
Conteúdo:
6.1. Processamento de Texto
6.1.1 Suite
StarOffice
6.1.2 abiword
6.1.3 Word Perfect 8 for
Linux
6.1.4 Ted
6.1.5 klyx, lyx e latex
6.2
Planilhas
6.3 Bancos
de Dados
6.4 CAD
6.5 Browsers
Web: Netscape e Lynx
6.6 Gravando
CD-R: cdrecord e cdparanoia
Intro. Esta parte abrange somente aplicações
que nós usamos ou gostamos, ou ambos Existem milhares de
programas Linux. Se você não estiver satisfeito com
nossa escolhe vá até : http://www.linuxapps.com/
ou http://stommel.tamu.edu/~baum/linuxlist/linuxlist/linuxlist.html
ou http://www.boutell.com/lsm/
ou http://www.linuxlinks.com/Software/
Star Office é um conjunto bem completo para escritório: processador de textos, planilha, programa de apresentação, desenho, editor html, tudo integrado em um desktop monolítico o qual alguns odeiam, mas eu não me importo. A versão completa do Star Office está disponível, livre para Linux e MS Windows--o download pode ser feito, experimente http://www.stardivision.com/freeoffice/ (grande, ~100 MB de download, definitivamente não pratico com um modem). Eu consegui uma copia do StarOffice em um CD fornecido com uma revista Linux Magazine (veja nas bancas). O código fonte do Star Office foi recentemente liberado sob a licença GPL (Agosto .2000) porisso ele está sendo correntemente desenvolvido sob o nome de "Open Office".
O Star Office se parece e atua de forma parecida com o MS Office para Windows. Isto inclui uma riqueza de características, grande tamanho, inicio demorado(bem demorado). Pode não ser bom sem que se tenha pelo menos 32 MB de memória física, quanto mais, melhor. Ele tem uma boa compatibilidade de arquivos com o MS Office: lê e grava arquivos em formato MS Word, MS Excel e MS PowerPoint. O processador de textos StarOffice é mais rápido e confortável que o WordPerfect para Linux. Para resumir, nós recomendamos fortemente o StarOffice para suprir as demandas de um escritório.
A instalação do StarOffice é confusa e se processa da seguinte forma:
- Certifique-se que tenha bastante espaço em disco. Para verificar use o comando df (="disk free[disco livre"):
df -h
Ele mostrará um relatório do espaço usado e disponível em uma forma legível (opção -h). Você precisará de, no mínimo, uns 350 MB de espaço livre(dos quais ~100 MB você poderá liberar após a instalação).
- Descompacte o arquivo que você baixou. Eu fiz isto como root no diretório /usr/local para a instalação do servidor local, mas você pode escolher /home/seu_login para instalação pessoal:
cd /usr/local
tar -xvf StarOffice5.2.tgz
- Como root, rode o programa setup para um servidor local" com a chave estilo DOS /net:
cd Office52
./setup /net
[Sem a chave /net, o StarOffice fará uma instalação pessoal(dentro de seu diretório padrão), e então somente um usuário poderá ser capaz de usa-lo.]
- Depois desta instalação em rede, cada usuário tem que executar sua própria instalação para colocar alguns arquivos pessoais em seu diretório padrão(rodando program/setup com um usuário, sem a chave /net).
- StarOffice irá inserir um item de menu no seu menu K -Personal-"StarOffice 5.2". Para executa-lo da linha de comando eu uso:
/home/meu_nome_de_login/office52/soffice
(digite abiword ou AbiWord em um terminal X) AbiWord (http://www.abisource.com). É um processador de textos leve. Realmente ótimo para necessidades simples de processamento de texto. Embora esteja ainda bastante incompleto, ele é muito útil para mim, por exemplo, ele suporta verificação de ortografia a medida em que vou digitando sem o overhead do StarOffice. Ele está sob desenvolvimento intensivo e ambas as versões para Linux e MS Windows estão disponíveis. Incluso no CD de distribuição do Mandrake. (Algumas amostras do AbiWord mostraram-se muito lentas em meu computador --não se desespere se você encontrar a mesma coisa.)
Este é um processador de textos muito bom, poderoso e padrão. Uma versão livre está disponível para download para uso pessoal: http://linux.corel.com/linux8/download.htm (o registro livre é requerido). A versão livre não tem o editor de equações, o editor de gráficos embutido e o texto de arte", mas é, por outro lado, uma versão completamente funcional do talvez melhor processador de textos do mundo A versão completa custa cerca de $50.
O formato de arquivo do Word Perfect 8 for Linux é o mesmo do WordPerfect 6, 7 ou 8 para MS Windows. Aqui também o nível de compatibilidade de arquivos com o MS Word é muito bom--Eu tive exemplos nos quais o WP8 foi realmente mais compatível com as diferentes sub versões do formato de arquivo MS Word do que o próprio MS Word. Documentos mais complexos do MS Word, entretanto, tendem a ficar feios após a tradução.
Em contrapartida, o Word Perfect for Linux parece ser muito lento com documentos grandes particularmente quando se navega em documentos grandes--O StarOffice bate o WordPerfect facilmente nisto(veja a próxima seção).
O WP8 é normalmente iniciado através de um ícone no meu K mas você tem que adiciona-lo, você mesmo, depois da instalação. O principal executável é /usr/local/wp8/wpbin/xwp, mas a localização pode variar, dependendo de onde você o instalou. Use o comando
locate xwp
ou
find / -name "xwp"
se você não puder encontra-lo.
Para iniciar manualmente o WP8 em um terminal X:
/usr/local/wp8/wpbin/xwp
A Corel liberou (Nov. 1999)sua própria distribuição Linux (baseada em Debian) , a qual aparentemente se centralizava em torno de seu conjunto de aplicações WordPerfect (processador de textos WordPerfect, planilha Quattro Pro, etc.) diferente da sua versão corrente de Linux no fato de que ela será baseada na biblioteca do Wine (Emulação das APIs do Windows).
(digite Ted em um terminal X). É um excelente editor de textos em formato semelhante ao rtf . A versão que eu tenho costuma sofrer uns crashes. Ted não está incluído nos Cds RedHat ou Mandrake que conheço.
(Digite lyx num terminal X). lyx é uma interface gráfica(WYSIWYG, rodando sob X-Windows) para Latex. [Existe também o Klyx, que é uma variante de Lyx no desktop KDE] O Latex tem sido durante anos o programa de carga pesada de digitação e preparação de documentos, é muito popular particularmente em academias(ele é bom com equações, etc).
A boa noticia é que mesmo que você não saiba para que serve o Latex, você ainda será capaz de usar lyx. Imagine o lyx com um processador de palavras, embora sua filosofia seja diferente de outros processadores de palavras mais populares, e portanto, ele pode requerer uns ajustes em sua cabeça. A filosofia do Latex (e lyx) é digitar um texto, definir os estilos e deixar a formatação para o programa de digitação. Isto significa que você nunca ajustará o espaçamento (entre palavras, sentenças, parágrafos, capítulos,etc.) manualmente. Ao terminar a digitação de seu documento, você compila seu texto para criar um arquivo independente de dispositivo(a device independent file, *.dvi) O processo de criação da saída é tipicamente de alguma forma mais frustrante do que se usar um processador de palavras comum.
O poder de Latex é a qualidade de suas impressões, sua capacidade de se ajeitar com longos e complexos documentos(livros técnicos, matemática,etc.), disponibilidade de todos os caracteres estrangeiros e até mesmo símbolos raramente usados, sua portabilidade entre varias plataformas diferentes, e a popularidade de seu formato de arquivo.
O lyx é livre e está incluído no CD do Mandrake. Como qualquer peça de software Linux, você pode baixa-lo de Linuxberg: http://idirect.linuxberg.com/kdehtml/off_word.html ou qualquer outro bom site de softwares Linux na Internet.
Se ao invés de usar lyx, você quiser tentar direto o Latex, eis aqui alguma introdução para inicia-lo:
* Use o seu editor de textos favorito para criar um documento Latex, verifique a ortografia, etc. Salve o texto com a extensão "*.tex". Continue lendo para ver meus documentos simples Latex.
* Invoque Latex para compilar o texto para um arquivo "*.dvi" ("independente de dispositivo") digitando na linha de comando :
latex meuarquivo.tex
* Imprima o arquivo "meuarquivo.dvi" que foi criado pelo comando anterior invocando o utilitário de conversão de dvi para postscript que, por default, envia a saída para a impressora lpr:
dvips meuarquivo.dvi
Você pode também salvar a saída em postscript digitando :
dvips -o output_arquivo.ps meuarquivo.dvi
A opção -o introduz o arquivo de saída.
Eis meu exemplo de arquivo Latex:
% Qualquer linha que se inicia por "%" é um comentário.
% "\" (backslash) é um caracter especial do Latex que introduz um comando Latex
\documentclass[10pt]{article}
\begin{document}
% Três comandos estão presentes em cada documento Latex. Dois deles estão
% acima e o outro no fim deste documento exemplo.
Este é um simples documento para experimentar o \LaTeX. Use o seu editor de textos favorito para digitar seu texto. Veja como o comando \LaTeX produz o logo LateX. Eis o fim do primeiro parágrafo.
Aqui começa o segundo parágrafo (use uma ou mais linhas vazias no seu arquivo de entrada para introduzir um novo parágrafo).
A classe de documento (documentclass) neste exemplo é ``article''(artigo) e é definida no início do documento. Outras classe populares são ``report''(relatório),
``book''(livro) e ``letter''(carta).
Observe que os duplos apóstrofos são muito utilizados. Use dois para começar uma aspas e dois para termina-la. Isto formata as aspas de abertura e fechamento.
Eis diferentes fontes de digitação(typeface):
{\rm Esta é também a typeface romana. É a typeface padrão.}
{\bf Esta é a typeface bold(negrito). }
{\em Esta é a typeface emphasize (italic).}
{\sl Esta é a typeface slanted, que é diferente da itálica.}
{\tt Esta é a typeface typewriter(máquina de escrever)
{\sf Esta é a typeface sansserif}
{\sc Esta é a typeface de estilo small caps(pequenas maiúsculas)
Você pode separas as coisas em itens:
\begin{itemize}
\item um
\item dois
\item três
\end{itemize}
Você pode também enumerar as coisas:
\begin{enumerate}
\item um
\item dois
\item três
\end{enumerate}
Experimente também alguns caracteres e símbolos estrangeiros:
\aa \AA \o \O \l \L \ss \ae \AE \oe \OE \pounds \copyright \dag \ddag \S
\P. Existem também três hífens de diferentes tamanhos: - -- ---.
Experimente alguns acentos sobre a letra ``a'': \'{a} \`{a} \"{a} \^{a} \~{a}
\={a} \.{a} \b{a} \c{a} \d{a} \H{a} \t{a} \u{a} \v{a}. Outras letras podem ser acentuadas de maneira similar.
O par de `\$'' marca um contexto matemático. Muito caracteres especiais estão disponíveis somente no contexto matemático. Por exemplo, experimente o alfabeto grego:
Small: $ \alpha \beta \gamma \delta \epsilon \varepsilon \zeta \eta
\theta \vartheta \iota \kappa \lambda \mu \nu \xi o \pi \varpi
\rho \varrho \sigma \varsigma \tau \upsilon \phi \varphi
\chi \psi \omega $
Capital: $ A B \Gamma \Delta E Z H \Theta I K \Lambda M \Xi \Pi P
\Sigma T \Upsilon \Phi X \Psi \Omega $
Experimente algumas equações: $ x^{y+1} + \sqrt{p \times q}=z_{experimente_subscritos} $
\begin{center}
$ \frac{x \times y}{x/2+1}=\frac{1}{3} $
\end{center}
Os comandos \LaTeX matemáticos são muito similares a aqueles do velho editor de equações do `Word Perfect''.
Use o modo verbatim para imprimir os símbolos especiais que normalmente tem significados especiais em \LaTeX: \verb|%${}_#&^~\|. Os símbolos especiais devem estar contidos entre dois caracteres idênticos o qual no exemplo acima é |. A maioria destes símbolos especiais pode também ser impressa precedendo o caracter com o caracter \ : \% \$ \{ \} \_ \# \& \^.
% Este comando termina o documento. (este é o terceiro que deve estar presente em cada documento.
\end{document}
Como um dicionário /tesouros, eu uso o WordNet (digite wn em um terminal texto). Ele não veio nos meus Cds de instalação, de forma que tive de baixa-lo(10 MB) e instala-lo. Realmente bom. Experimente: http://www.cogsci.princeton.edu/~wn/
Atualmente eu uso a boa planilha inclusa no StarOffice. Eu sou um usuário pesado de planilhas, eis aqui outros programas promissores, eu fico de olho neles.
(no terminal X) Uma bela planilha, é parte do GNOME, incluída com as distribuições padrões RH (RH6.0 ou maior). Embora ainda bastante incompleta e lenta, é bastante utilizável. Gnumeric está sob desenvolvimento intenso e tem o potencial de se tornar uma das melhores em futuro próximo--ela já tem bastante funções embutidas, mas sua impressão não é confiavel - - é o maior problema.
Kspread é uma outra planilha altamente promissora. Ela é parte do projeto KDE a ser integrada com o KDE2.0, mais comumente ela não estará instalada em seu sistema e eu não aconselho a tentar instala-la--ela requer as bibliotecas da próxima geração do KDE (nas quais o KDE2.0 será baseado) e você pode detonar o seu KDE se você tentar instala-las em seu KDE1.x). kspread não está incluída no RH6.2 nem no Mandrake 7.0.
O formato de arquivo de gnumeric e kspread's é xml (já padrão, html melhorado da próxima geração). Este formato de arquivo é definitivamente a boa noticia se você já experimentou problemas com formatos de arquivos de planilhas baseadas em MS-Windows.
Se você é uma pessoa de banco de dados, você será agradavelmente surpreendido em ver que o Linux é muito bem contemplado nesta área.
postgreSQL é um banco de dados bem completo disponível no Mandrake e RH CD (licença livre e irrestrita BSD).
mySQL http://www.MySQL.com/ banco de dados GPL, mais simples e mais fácil que postrgreSQL.
Existem também bancos de dados comerciais que são livres para uso pessoal, por exemplo, Sybase para Linux(http://www.sybase.com:80/sqlserver/linux/aselinux_install.html ) e Interbase (http://www.interbase.com/downloads/products.html). Existe também Oracle para Linux: http://platforms.oracle.com/linux/index_lin.htm. Para ver um howto Oracle-Linux, veja: http://jordan.fortwayne.com/oracle/index.html
QCAD (GPL): http://www.qcad.org (simples, mas muito útil)
OCTREE (livre para uso não comercial): http://www.octree.de/html/frames/eng/f_octree.htm
VariCAD (comercial proprietário): http://www.varicad.com/
VARKON (LGPL): http://www.varkon.com/
Microstation (proprietário): http://www.microstation.com/academic/products/linux.htm--a edição acadêmica de Microstation inclui a versão Linux de seu excelente sistema CAD(melhor que AutoCad).
Você provavelmente deve ter instalado uma versão 4.xx do Netscape durante a instalação de seu RedHat. Experimente-o, em um terminal X:
netscape
Se você não instalou Netscape, você pode então colocar seu CD RedHat no CDROM, monta-lo usando, por exemplo, (como root):
mount -t auto /dev/cdrom /mnt/cdrom
e então executar, a partir do terminal X glint (para RH5.2) ou gnorpm (para RH6.0) ou kpackage (para RH6.1) para navegar entre os pacotes disponíveis e talvez instalar o netscape a partir de seus Cds RedHat. Se você preferir fazer a instalação a partir da linha de comando, tente, depois de montar o CDROM
cd /mnt/cdrom
cd RedHat/RPMS
rpm -ivh netsca*
Netscape é um browser muito bom, com a mesma aparência e potência do Netscape para Windows, assim você não terá nenhum problema para navegar nele. O lado negro: o Netscape de vez em quando sofre uns crashes (desaparece da tela, nenhum dano acontece, você tem que reexecuta-lo). Também, em algumas configurações o Netscape não gosta de ser executado sem que haja uma conexão a Internet(dependendo da configuração, o Netscape pode levar uns dois minutos para saber que não há uma conexão).O Netscape versão 4.72 parece ser muito melhor que as versões previas, assim, se você estiver tendo problemas você pode considerar em fazer o upgrade.
Uma vez afinado, Netscape roda muito bem(eu o uso o tempo todo). Mozilla (o já famoso, versão revolucionaria do Netscape está vindo para conter, assim, prenda sua respiração :-) .
Se sua versão anterior a 4.72 tem muitos bugs, você pode desabilitar o Java ("Edit-Preferences-Advanced"). Isto aumenta a confiabilidade do Netscape enormemente em meu sistema. Adicionalmente, você pode desabilitar a verificação automática de novos emails(resolveu o problema de congelamento que eu tinha quando trabalhava off-line), esvazie regularmente a lixeira, comprima os folders de correios, e desabilite Javascript. Depois de fazer tudo isto minha versão anterior de Netscape trabalhou muito bem.
Se seu Netscape sofre crashes e ao ser reexecutado reclama de um arquivo de trava (lock file), ele pode ter deixado um arquivo de trava em seu diretório padrão. Saia do Netscape e delete o arquivo "lock" do diretório /home/user_login_name/.netscape:
cd ~
cd .netscape
rm lock
Se sua conexão com seu provedor for realmente muito lenta, você pode cogitar em usar um browser texto:
lynx
que é verdadeiramente uma peça de arte e não tem problemas de maneira alguma. Não espere que sua aparência seja bonita como a de um browser com interface gráfica - - ele roda em modo texto
Uma outra escolha de browser Internet é o utilitário de help KDE(clique no botão do livro com uma lâmpada na barra do KDE). Este é um browser simples html, se você estiver conectado a Internet você pode navegar em quase tudo usando este utilitário.
Para compor paginas html, eu uso o Word Perfect, StarOffice ou Netscape (visão WYSiWYG e WebMaker (visão do código).
Atenção: Copiar material protegido é ilegal. Não use as instruções abaixo para qualquer coisa ilegal.
INTRO
Definir um gravador de CD pode requerer alguns macetes. Para uma boa introdução veja a página http://www.guug.de/~winni/linux/cdr/html/CD-Writing-3.html .
Eu usei o documento acima para configurar um gravador de CD IDE/ATAPI, barato, sem marca, em um PC rodando RH6.0. Funcionou muito bem, e nenhuma mudança foi requerida depois do recente upgrade para RH6.1 ou RH6.2. Minha experiência mostrou que gravar Cds sob RedHat é muito mais confiavel que sob MS Windows(taxa de sucesso estimada em 95%). Tive porem problemas na aquisição confiavel de dados usando o Mandrake. Eis aqui os passos que segui(quase tudo deve ser feito como root)
o No arquivo /etc/lilo.conf , acrescente uma linha ao final da seção Linux image:
append="hdb=ide-scsi"
Altere a linha acima se o seu gravador não está em "hdb" (segundo disco na primeira interface IDE). Ela faz com que seu gravador de CD-W(R) seja visto pelo seu sistema Linux como um dispositivo SCSI (Ele não é na realidade um dispositivo SCSI, ele é um dispositivo IDE. Ele só pretende ser SCSI.) Rode lilo depois de fazer quaisquer mudanças em /etc/lilo.conf . A mudança acima em /etc/lilo.conf parece ser necessária para habilitar a emulação SCSI em IDE-ATAPI CD-W(R) se você usa o kernel 2.2.x.
o Adicione os dispositivos de loop no diretório /dev/. Isto não é obrigatório, mas é uma rica característica se você planeja criar seus próprios Cds de dados. O dispositivo de loop permitira que você monte um arquivo imagem de CD(como se fosse um sistema de arquivos) para inspecionar o seu conteúdo. Os dispositivos de loop não existem em meu disco depois da instalação do RedHat, porisso eu o crio usando :
cd /dev/
./MAKEDEV loop
o Adicione estas duas linhas ao fim do arquivo /etc/rc.d/rc.local de forma que os módulos necessários ao kernel sejam automaticamente carregados durante o inicio do sistema:
/sbin/insmod ide-scsi
/sbin/insmod loop
Estes dois módulos do kernel são necessários para emulação SCSI de discos IDE e para suportar os dispositivos loop, respectivamente.
o Crie ou modifique o dispositivo /dev/cdrom de forma que ele agora aponte para o dispositivo correto, mais comumente:
ln -s /dev/sr0 /dev/cdrom
Você precisa fazer isto porque "/dev/cdrom" apontava para um dispositivo IDE (provavelmente /dev/hdb) mas agora isto mudou por que seu CD-R vai estar no modo de emulação SCSI.
o Reinicie o sistema de forma que as mudanças em /etc/lilo.conf tenham efeito. Verifique se o seu CD-R ainda funciona normalmente para leitura.
o Baixe da Internet o programa "cdrecord" (por exemplo, a partir de http://idirect.linuxberg.com/ ). A seguir instale o código fonte, compile, instale o programa e faça os links simbólicos de forma que o executável seja facilmente rodado (a instalação seria mais fácil se você encontrasse um arquivo binário .rpm):
cd /usr/local
tar -xvzf /caminho-do-diretório-onde-você-baixou/cdrecord-1.6.1.tar.gz
ls
cd cdrecord-1.6.1
make
make install
ls /opt/schily/bin/
ln -s /opt/schily/bin/* /usr/local/
O programa cdrecord é um utilitário de linha de comando espartano para gravação de CD. Existem diversas interface gráficas para ele, mas elas não serão muito úteis se o cdrecord sozinho não estiver funcionando apropriadamente. Meu conselho, use a linha de comando sempre - - você terá o entendimento de como as coisas funcionam, terá flexibilidade, e resultados confiáveis. A seguir você poderá instalar interfaces gráficas para fazer capas de CD, e tornar as coisas mais fáceis para os usuários educados em Windows em seu sistema.
o Verifique se o cdwriter está sendo reconhecido. Se estiver, ele deveria mostrar uma saída a partir do comando:
cdrecord -scanbus
CRIANDO CDs de DADOS
o Crie uma imagem de CD contendo os seus dados:
mkisofs -r -o cd_imagem diretório-de-entrada-de-dados
Isto criar um sistema de arquivos tipo International Standard Organization (ISO) standard 9660 contendo os arquivos do diretório-de-entrada-de-dados, mas grava o sistema de arquivos em um arquivo ordinário no disco. Este arquivo de saída é uma imagem do novo CD que estou criando A opção "-o" indica que o parâmetro que se segue é o nome do arquivo de saída desta imagem. A opção "-r" habilita as extensões "Rock Ridge" para o protocolo ISO protocol de forma que os atributos de arquivos são salvos, e ele define as permissões de arquivos de forma que os arquivos no CD são publicamente legíveis (podem ser lidos por quaisquer usuários, não somente o dono do arquivo). Os nomes de arquivos são abreviados no tipo DOS 8.3 mas, como o Linux suporta as assim chamadas extensões "Rock Ridge" para ISO9660, ele também grava os nomes completos e também todas as permissões de arquivos--desta forma o novo sistema de arquivos é portável em vários sistemas operacionais populares (DOS, MS Windows, Linux, UNIX, etc)--algo realmente conveniente para o usuário.
A entrada para o diretório de dados pode ser montada a partir de diferentes diretórios e arquivos de qualquer parte de seu sistema de arquivos usando links simbólicos(economiza espaço de disco por que nenhum dado é copiado), mas se você o fizer você provavelmente irá querer dizer ao mksiofs para seguir os links simbólicos usando a opção -f:
mkisofs -r -f -o cd_image diretório_de_dados_de_entrada_contendo_links_simbólicos Você pode inspecionar a imagem do CD montando-o através do dispositivo loop:
mount -t iso9660 /dev/loop0 cd_image /mnt/cdrom
[agora o conteúdo do arquivo deve aparecer em /mnt/cdrom]
cd /mnt/cdrom
[inspecione o arquivo montado através do dispositivo loop]
Ao terminar a inspeção altere o seu diretório de trabalho para outro fora do ponto de carga e desmonte o arquivo :
cd
umount /mnt/cdrom
o Se tudo funcionou você pode então começar a gravar o CD de dados:
cdrecord -v speed=2 dev=1,0,0 -data cd_image
Os números em "dev=" significam o numero do barramento scsi (scsi bus number) (o primeiro é 0, o segundo é 1, ...), identificação do dispositivo no barramento scsi (entre 0 e 7), e o numero da unidade lógica scsi (scsi lun number) (sempre 0) respectivamente. Você pode customiza-los: os primeiros dois números podem ser lidos na saída de cdrecord -scanbus, o terceiro número é 0. Certifique-se de usar os números corretos ou você pode gravar em um drive errado e corromper seus dados.
O timing de gravação de CD é muito importante, ou um erro pode ocorrer(o laser não pode ser alternado de ligado para desligado a vontade). Portanto, evite executar tarefas pesadas durante a criação do CD, por exemplo, não crie ou delete grandes arquivos no disco rígido. Meu sistema não me permite iniciar novas tarefas quando estiver usando cdrecord .
CRIANDO Cds DE AUDIO
o Trilhas de áudio devem estar em arquivos *.cdr (Eu imagino que seja o mesmo como *.cdda.raw), *.wav (wave), ou formato *.au antes que você possa grava-los em um CD.
o O utilitário sox faz a conversão entre os vários formatos de áudio (sox entende alguns deles). Por exemplo, isto converterá um arquivo .wav para um arquivo .cdr.:
sox meu_arquivo.wav meu_arquivo.cdr
Você não precisa fazer as conversões manualmente - - cdrecord suporta *.wav e *.au diretamente (ele faz a conversão de *.wav ou *.au para *.cdr a medida que os lê"). Isto é muito conveniente por que arquivos de áudio tendem a ser muito grandes.
o Cds de Áudio não contem um sistema de arquivos, eles armazenam os dados em um formato cru . Isto significa que você não pode montar um CD de áudio. E também, cada trilha é gravada separadamente como se fosse uma diferente partição no CD.
o Para ler trilhas de áudio de um CD de áudio e grava-las em um arquivo em seu disco(o formato típico é *.raw ou *.wav) ,você precisa de um "cd ripper". Um CD ripper popular é "cdparanoia". Depois de baixar o fonte de cdparanoia, instale-o:
cd /usr/local
tar -xvzf /caminho_para_onde_você_baixou/cdparanoia-III-alpha9.6.src.tgz
ls
cd cdparanoia-III-alpha9.6
./configure
make
make install
O programa de instalação coloca um link apropriado para o executável (/usr/local/bin/cdparanoia) assim eu não tenho que cria-lo manualmente.
Para coletar a primeira trilha de um CD de áudio eu uso:
cdparanoia 1
o que fará com que a primeira trilha do CD de áudio seja colocada no arquivo wave "cdda.wav" no diretório corrente.
Para coletar as trilhas 1 a 2 de um CD de áudio para um arquivo no formato cru eu uso:
cdparanoia -B -p "1-2"
A opção -B especifica o uso do modo batch[lote], de forma que cada trilha é colocada em um arquivo separado(isto é provavelmente o que você quer, caso contrário todas as trilhas seriam colocadas em um único arquivo). A opção "-p" especifica a saída no formato cru. Os arquivos recebem os nomes track1.cdda.raw e track2.cdda.raw .
Para coletar todas as trilhas de um CD de áudio, cada trilha em um arquivo separado *.wav, enquanto forca a velocidade 4x de leitura, eu uso:
cdparanoia -S 4 -B "1-"
Certifique-se que você tem espaço suficiente em disco. Você pode, se quiser, usar o espaço em sua partição DOS(se você tiver um boot dual).
o Para gravar arquivos de áudio em um CD-R(W), eu uso :
cdrecord -v speed=2 dev=1,0,0 -áudio track*
o Stereos mais antigos frequentemente não reproduzirão CD-R gravados (por causa do tamanho das covas nos CD-S). Meu stereo em casa não lê Cds regraváveis de maneira alguma, embora leia Cds que podem ser gravados apenas uma vez(CD-Rs), assim os regraváveis podem ser bons para armazenar dados mas são inúteis para áudio(a menos que eu pretenda reproduzi-los exclusivamente em meu computador).
CRIANDO Cds em MODO MISTO
Criar Cds em modo misto(Cds que contem dados e áudio, frequentemente Cds de jogos) não é um problema, por exemplo:
mount -t iso9660 /dev/cdrom /mnt/cdrom (monta a parte de dados do CD em modo misto)
mkisofs -r -o cd_image /mnt/cdrom (cria um sistema de arquivos ISO a partir dos dados no CD).
umount /mnt/cdrom (desmonta o CD)
cdparanoia -B "2-" (coleta o conteúdo de todas as trilhas de áudio do CD, exceto a primeira trilha, por que ela contem dados)
cdrecord -v speed=2 dev=1,0,0 -data cd_image -áudio track* (grava os arquivos de dados e áudio, peça por peça)
FAZENDO UMA CÓPIA DE UM CD INTEIRO
A maioria dos Cds podem ser copiados primeiro copiando toda a parte de dados (para Cds de dados) ou todas as trilhas(para Cds de áudio) em um disco rígido como já descrito anteriormente, mas alguns Cds não podem:.
Por exemplo, estes tipos de dados(não áudio) necessitam ser tratados diferentemente: Cds bootaveis(tais como os Cds de instalação de Linux), CDs que requerem o label(etiqueta), disco com erros, etc. Para Cds de dados, eu uso estes comandos para fazer uma cópia exata:
dd if=/dev/cdrom of=cd_image
cdrecord -v speed=2 dev=1,0,0 -data cd_image
O comando dd copia o arquivo de entrada (if), o qual neste caso é o dispositivo /dev/cdrom para o arquivo de saída(of)o qual neste exemplo é um arquivo chamado cd_image (no disco rígido no diretório corrente). O segundo comando copia o arquivo cd_image que foi criado pelo comando dd em um CD vazio.
Para disco de dados com erros, você pode experimentar:
dd conv=noerror,notrunc if=/dev/cdrom of=cd_image
cdrecord -v speed=2 dev=1,0,0 -data cd_image
A opção "conv=noerror,notrunc" especifica que os erros potenciais de leitura devem ser ignorados, e os arquivos não devem ser truncados no caso de erros.
Para Cds de Áudio, eu uso estes comandos para fazer uma cópia:
cdparanoia -B "1-" (coleta o conteúdo de todas as trilhas de áudio no CD, a partir da trilha 1. As trilhas são salvas em arquivos no diretório corrente e recebem os nomes: track01.cdda.wav, track02.cdda.wav, etc.)
cdrecord -v speed=2 dev=1,0,0 -áudio track* (grava todos os arquivos de áudio em um CD, um a um. As trilhas são separadas por um intervalo de 2 segundos).
Para fazer uma copia exata de um CD em modo misto,
dd if=/dev/cdrom of=cd_image (O comando dd mostrará uma mensagem de erro quando a parte de dados terminar e a de áudio começar. Isto é esperado e OK).
cdparanoia -B "2-" (coleta o conteúdo de todas as trilhas de áudio no CD , exceto a primeira que é a parte de dados)
cdrecord -v speed=2 dev=1,0,0 -data cd_image -áudio track* (Grava os dados e subsequentes arquivos de áudio, peça por peça.)
Cds REGRAVÁVEIS
Cds regraváveis (CD-RW) são usados da mesma forma como Cds que são gravados apenas uma vez(CD-R), mas você tem que limpar os discos regraváveis antes que você possa usa-los novamente, por exemplo:
cdrecord -v speed=2 dev=1,0,0 blank=fast
Para ver as outras opções(mais detalhistas e mais lentas), use:
cdrecord blank=help
SIMPLIFICANDO COMANDOS LONGOS COM UM ALIASES
Para simplificar a digitação de longos comandos requeridos por cdrecord, eu posso definir um alias global colocando a seguinte linha no arquivo /etc/bashrc:
alias cdrecord="cdrecord -v speed=2 dev=1,0,0"
Faça um novo login para que as mudanças em /etc/bashrc surtam efeito. Depois de criar este alias, eu posso gravar um CD usando o seguinte comando mais curto(nenhuma necessidade de especificar a velocidade de gravação e nome do dispositivo todas as vezes):
cdrecord -áudio track*
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